Post Especial: Feliz dia do Amigo!
Olá amigos Bem vindos ao B612!
Feliz dia do amigo!
Hoje é dia do amigo e eu trouxe um post especial para todos
vocês,meus amigos e fãs do Pequeno Príncipe que acompanham esse blog! Então como forma de homenagear vocês meus amigos,eu trouxe
uma das passagens mais lindas,do livro O Pequeno Príncipe!
Vejam abaixo:

E foi então que apareceu a raposa: - Boa dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se
voltou, mas não viu nada. - Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... - Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita... - Sou uma raposa, disse a raposa. - Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão
triste... - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me
cativaram ainda. - Ah! desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou: - Que quer dizer "cativar"? - Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? - Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer
"cativar"? - Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem
incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu
procuras galinhas? - Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer
dizer "cativar"? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa
"criar laços..." - Criar laços? - Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um
garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade
de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma
raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos
necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti
única no mundo... - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam.
Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu
me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de
sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros
passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca,
como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não
como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa
alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será
maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me
de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: - Por favor... cativa-me! disse ela. - Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito
tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a
raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo
prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm
mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! - Que é preciso fazer? perguntou o principezinho. - É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás
primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do
olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada
dia, te sentarás mais perto... No dia seguinte o principezinho voltou. - Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa.
Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser
feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro
horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o
coração... É preciso ritos. - Que é um rito? perguntou o principezinho. - É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o
que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras
horas. (...) Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a
hora da partida, a raposa disse: - Ah! Eu vou chorar. - A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te
fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse... - Quis, disse a raposa. - Mas tu vais chorar! disse o principezinho. - Vou, disse a raposa. - Então, não sais lucrando nada! - Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou: - Vai rever as rosas. Tu
compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e
eu te farei presente de um segredo. Foi o principezinho rever as rosas: - Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não
sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como
era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo.
Ela á agora única no mundo.
Espero que tenham gostado!
Beijos Estrelados até a próxima!
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