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terça-feira, 9 de julho de 2019

Especial Férias Conheça a casa Do Pequeno príncipe em Itaipava ‘La Grande Vallée’



Olá amigos, bem vindos ao B612!



 



Especiais Férias com O pequeno príncipe! Curiosidades sobre A Casa Do Pequeno príncipe em Itaipava.


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Hoje iremos ver algumas curiosidades sobre a casa do pequeno príncipe em Itaipava!



Mas como assim a casa do pequeno príncipe em Itaipava? Isso mesmo!



Existe um lugar especial em Itaipava, bem longe dos holofotes, uma encantadora fazenda é hoje reconhecida por ter abrigado pilotos Franceses, entre eles o nosso querido autor Antoine de Saint-Exupéry, o autor da nossa querida Obra O pequeno Príncipe.

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Aberta desde 2016 a visitação,a casa histórica ‘La Grande Vallée’ pertence,há quase um século, á família do simpático José Augusto Wanderley. Num vôo de 1h30 de duração,ele parte da história da aviação,com destino á vida do autor Saint-Exupéry. Essa maravilhosa fazenda é parada obrigatória para quem sempre sonhou em ir além das páginas do livro. Hoje você vai conhecer a Casa do Pequeno príncipe.



 A casa de Itaipava, distrito de Petrópolis, a 70 quilômetros do Rio de Janeiro, foi local de encontro, liberdade e inspiração para o autor de O Pequeno Príncipe - best-seller que vendeu mais de 8 milhões de exemplares em 151 idiomas. Era lá, na década de 30, que o escritor, também piloto e aventureiro, e seus amigos - Marcel Reine, o dono da casa, e Jean Mermoz, entre outros - descansavam dos vôos pela América do Sul.



 



A Historia da Passagem e Antoine de Saint-Exupéry em La Grande Vallée Itaipava RJ:



O aviador e escritor Saint-Exupéry nasceu em Lyon, na França, em 1900. Na década de 30, foi piloto do Correio Aéreo Francês, fazendo parte da geração de pilotos pioneiros encarregados de abrigar rotas para a América do Sul e para as colônias francesas na África, viagens longas, em aviões precários e perigosos. Atuou intensamente na Segunda Guerra Mundial e soube transportar para seus livros, de maneira bem profunda, as experiências que viveu em suas missões heróicas.



Em 1930 ainda não havia alcançado o status de escritor consagrado, mas já era famoso por sua audácia e por suas aventuras como aviador. Segundo a revista Claudia, de março de 2006, em uma de suas viagens passando em Buenos Aires, conheceu Consuelo: “salvadorenha, filha de um rico plantador de café, olhos negros, um rosto de Madonna e um temperamento explosivo, a talentosa pintora e escultora”. Foi amor à primeira vista. Casaram-se em Nice, em 1931, e Consuelo teve uma importância decisiva em sua obra. Foi ela quem o incentivou a escrever Vôo Noturno, livro que lhe rendeu o “Femina” de 1931, maior prêmio literário da França.



Augusto de La Roque, também aviador e o primeiro proprietário da Fazenda São José do Magé e Ribeirão, em Itaipava, recebia alguns amigos pilotos em suas terras durante as folgas, como Marcel Reine e Jean Mermoz, às dos ases franceses. Marcel Reine comprou a propriedade dos herdeiros de La Roque e, para matar a saudade de sua terra natal, passou a chamar a Fazenda São José do Magé e Ribeirão de “La Grande Vallée”, fazendo assim uma justa homenagem à beleza do local, que se situava entre dois magníficos vales protegidos por um círculo de elevadas montanhas. Com altitude média, um clima invariavelmente seco e a pequena distância da capital, Rio de Janeiro, La Grande Vallée tornou-se o lugar de descanso e férias de Marcel Reine e de seus amigos pilotos, entre eles, Antoine de Saint-Exupéry.



Conta à história que foi nessa casa que ele teria escrito e ilustrado parte de sua maior obra, "O Pequeno Príncipe” e que, ao desenhar a jibóia que engoliu o elefante, Saint-Exupéry teria se inspirado na Pedra do Elefante, no Taquaril, paisagem que é vista da entrada do Ribeirão e por onde o escritor passava sempre que ia a La Grande Vallée.


 



 

Nos mais tarde, outro renomado escritor francês, o refugiado Georges Bernanos, recém-chegado da Europa, também buscou a traquilidade e o clima de La Grande Vallée para continuar a fustigar com a pena os erros do pensamento materialista da época. Aos domingos, na casa de Marcel Reine, reuniam-se em torno de George Bernanos e demais franceses ilustres vários expoentes da intelectualidade brasileira, como Alceu de Amoroso Lima, Augusto Frederico Schmidt e Mello Franco. Itaipava, àquela época, era um conhecido reduto de famílias francesas, como os Martin, os Buissière, os Gounot.



Em 1938, Marcel Reine foi transferido para a linha Natal-Dakar, retornando depois para a Europa para atuar na Segunda Guerra Mundial, morrendo tragicamente em 1941. Antes de partir, resolveu desfazer-se de todos os seus bens, e La Grande Vallée passou às mãos da família de seu proprietário atual, José Augusto Wanderley, que conviveu toda a sua infância com relatos e documentos da passagem de Antoine de Saint Exupéry por Itaipava. Há quem garanta que o autor de um dos livros mais vendidos do mundo ainda teria passado pelo Ribeirão Grande, em 1942, um ano antes de sua morte (em combate na Segunda Guerra Mundial) para se despedir de La Grande Vallée.



Em 2000, ano do centenário do nascimento de Saint Exupéry, foi colocada uma placa comemorativa (na hoje denominada Praça Lourival Cavalcanti Wanderley) e construído um painel de azulejos para decorar uma fonte de pedras com a figura do Pequeno Príncipe, na reprodução de um desenho do livro. Abaixo da figura, foi escrita a frase “o que torna belo o deserto é que ele esconde um poço nalgum lugar”. Na placa em sua homenagem, consta: “Homenagem ao escritor e aviador no centenário de seu nascimento, marcando sua passagem pelo Vale do Ribeirão, La Grande Vallée nas décadas de 30 e 40, para orgulho das terras de Itaipava”.

 

 



 O Lugar é belíssimo a residência possui um Jardim maravilhoso com varias espécies de Flores. Além de o local ficar próximo a uma Área protegida pelo IBAMA, e também é possível ver algumas espécies de arvores além de alguns animais como Esquilos, cobras, jacarés além das maravilhosas Cachoeiras.



 

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Recentemente em 2014, Esse lindo local serviu como palco de mais uma importante recepção e dessa vez dos membros do "Raide Latécoère 2014" (são pilotos que realizam vôos de longo percurso, para refazer as escalas da Aéropostale - Correio Aéreo Francês). O evento foi importante e recebeu todo o apoio da prefeitura de Petrópolis, do MUSAL (Museu AÉROESPECIAL-RJ) e também contaram com a presença da Pesquisadora e tradutora, representante Oficial da Succession Saint-Exupéry em SC, representante da Fondation Raid Latécoère e presidente da AMAB - Associação Memória da Aéropostale no Brasil). Mônica que foi a responsável Pelo planejamento, execução das ações em terras Brasileiras, e também foi ela quem acompanhou os pilotos nas seguintes cidades Pelotas (RS), Florianópolis, (SC), Santos (SP), e também Natal (RN)-esses lugares funcionaram como postos da companhia aérea Francesa.



Minha viajem para Itaipava foi cercada de pesquisas historias descobertas e uma maravilhosa sensação que eu não sei descrever, mas que foi mágica e agora eu tenho prazer de compartilhas esses momentos e essas incríveis descobertas com vocês.



Vejam algumas fotos:

 O Atual proprietário:


José Augusto,piloto que nos conduziu por essa jornada entre as Nuvens! Proprietário de um trecho da antiga fazenda,foi quem nos abriu as portas de sua casa. Afinal ,mesmo funcionando como espaço cultural,é lá em que mora com sua esposa e renova,dia a dia,sua paixão pela aviação. Pode-se dizer que José acorda e vai dormir com a cabeça nas alturas.



 









 A casa guarda documentos que provam a passagem dos aviadores no local. além de fotos e alguns objetos do pequeno Príncipe.






 Quem for visitar Itaipava não pode deixar de ver a fonte de pedras com o azulejo do Pequeno Príncipe com uma das frases mais famosas do livro:
"O que torna belo o deserto, é que ele esconde um poço nalgum lugar...
 Essa bela fonte foi construída em homenagem ao autor.

Bem Essa foi minha experiência visitando a casa Do Pequeno Príncipe em Itaipava.

Quer visitar também ? Aproveite as férias de Julho e agende sua visita!

 Serviço
Quem quiser agendar visita deve ligar para 2222-1388 ou (21) 993-543-179. A casa fica na Rua das Acácias em Itaipava.

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Espero que tenham gostado!
Beijos estrelados,até a próxima!


segunda-feira, 8 de julho de 2019

A-pedra-do-elefante + A jibóia que engoliu o elefanfante.


Olá amigos Bem vindos ao B612!



 



 

Especial: Férias com O pequeno Príncipe!



 


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Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão." Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:



 



Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Respondera-me: "Por que é que um chapéu faria medo?" Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim.




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Você sabia  que a famosa jibóia que engoliu o elefante, pode ter sido inspirada em um lugar real? Como vocês sabem nosso querido autor também foi também Piloto de avião e esteve aqui no Brasil diversas vezes.



E bem aqui no Brasil existe um ponto turístico conhecido como A Pedra do Elefante, no Taquaril, em Itaipava, que pode ter servido de inspiração para Antoine Saint-Exupéry, em seu clássico desenho da jibóia digerindo um elefante. Para as "pessoas grandes" no livro francês "O Pequeno Príncipe", o desenho mais retratava um chapéu.



 Vejam as fotos:

 

 







 Olhando de perto é bem parecido com a ilustração do livro não é mesmo?



Dica de férias:



Quer ter uma vista dessas pessoalmente? Basta chegar até o km 57 na BR 040, pouco antes do Castelo de Itaipava. Do outro lado da estrada você encontra o Vale do Ribeirão Grande, e ainda pode visitar o La Grande Vallée!



​ Nos próximos post iremos continuar mostrando alguns desses maravilhosos lugares para você visitar nas férias.



 



Espero que tenham gostado da curiosidade.



Beijos Estrelados até a próxima!

 


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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Quem foi Léon Werth?


Olá amigos bem vindos ao B612!


 


Hoje: Quem foi Léon Werth?

 

Quem já leu O Pequeno Príncipe, certamente, impressionou-se com a belíssima dedicatória de Antoine de Saint-Exupéry a Léon Werth.


 

Mas quem será que foi  Léon Werth?

No post de hoje iremos contar a vocês quem foi essa pessoa qual era sua ligação com o Antoine De Saint Exupéry.

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Ficaram curiosos? Então venham comigo para saber mais sobre essa pessoa que recebeu a dedicatória do autor em sua obra mais famosa O pequeno príncipe.

 

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Quem foi Léon Werth?

 


 


   Uma das dedicatórias mais lindas e cheias de sensibilidade da literatura é o texto que inicia o livro O pequeno príncipe.  Saint-Exupéry dedica a obra a Léon Werth... quando ele era criança. Mas, espera aí, quem era Léon Werth? E qual sua importância para o nosso querido autor?


 

Para Léon Werth


 Peço às crianças que me perdoem por dedicar este livro a um adulto. Eu tenho uma desculpa séria: este adulto é o melhor amigo que eu tenho no mundo. Tenho outra desculpa: este adulto pode entender tudo, até livros para crianças. Tenho uma terceira desculpa: ele mora na França, onde tem fome e frio. Ele precisa ser consolado. Se todas essas desculpas não são suficientes, então eu quero dedicar este livro à criança que este adulto já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças- mas poucas se lembram disso.  Então eu corrijo minha dedicatória:

 Para Léon Werth,

Quando ele era criança.

 

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    Pois bem, Léon Werth era amigo de Exupéry, talvez o melhor amigo em toda a vida. A dedicatória se dá em um momento delicado para os dois, pois Exupéry estava em seu retiro nos Estados Unidos, e Werth na França, sofrendo os horrores de ser judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Na dedicatória, o autor sugere um pouco do que Werth passava: “...ele mora na França, onde tem fome e frio. Ele precisa de consolo.

Além da dedicatória do O pequeno Príncipe (publicado em 1943), Carta a um refém (publicado em 1943/1944) faz uma homenagem à França que sofria com a Guerra, por meio de uma carta endereçada ao próprio Léon.




  Breve biografia:


   Léon era francês, nascido em fevereiro 1878, descendente de família judia. Foi escritor e crítico de arte. Escreveu criticamente e com grande precisão sobre a sociedade francesa durante a Primeira Guerra Mundial, a colonização e sobre a "colaboração" francesa durante a Segunda Guerra Mundial . Tinha um estilo de escrita surrealista. 

 

 Amizade com Antoine de Saint-Exupéry:

   Os dois autores se conheceram em 1931, dando início a uma amizade muito próxima. Foi talvez o amigo mais próximo que Exupéry teve fora da companhia Aeropostale. Apesar disso, Léon era o oposto do amigo. Era anarquista e adepto aos ideais esquerdistas bolcheviques , além de ser 22 anos mais velho.

 


   Em Carta a um refém, Exupéry escreveu que a essência de Werth era "sua busca pela verdade, sua observação e a simples utilidade de sua prosa".


 Enquanto Exupéry vivia radicado nos Estados Unidos, Werth passou a Segunda Guerra em Saint-Amour, uma aldeia montanhosa próxima à Suiça. Lá, como referido na dedicatória do livro, estava “sozinho, com frio e com fome”. Em determinado momento, Antoine voltou à França, e se aliou à Força Aérea Francesa Livre, no início de 1943, se recusando a manter-se “distante dos que estão com fome”. Disse ele: “Estou saindo para sofrer e, assim, unir-me àqueles que são queridos para mim”.

 


  Como se sabe, nosso querido autor não sobreviveu à Segunda Guerra. Léon Werth, sim, falecendo somente em 1955. Ele ficou sabendo sobre o desaparecimento do avião de Exupéry através de uma transmissão de rádio. Após morte do amigo, declarou: “Paz sem Tonio (como provavelmente chamava Antoine de Sanit-Exupery) não é totalmente a paz”.


 


   Léon somente conheceu o texto para o qual foi tão importante após a morte do amigo, no final de 1944, quando a Editora lhe enviou um exemplar especial.


 


   Com essa bela história, pode-se entender que Léon realmente era uma pessoa muito especial na vida de Exupéry, e povoava seus pensamentos durante a guerra, quando ainda estava distante. Com a beleza dessa amizade em mente, fica fácil perceber a delicadeza do autor do O pequeno príncipe em dedicar a obra a tão querido amigo.


 Livro póstumo de Léon (e curiosidade sobre o livro Carta a um refém, de Exupéry)

    O livro 33 dias, de Léon Werth, foi confiado a Saint-Exupéry em uma de suas visitas ao amigo em Saint-Amour. O livro conta sobre a fuga de Werth, sua esposa e seu filho de Paris antes do avanço do exército nazista. O livro é uma testemunha ocular sobre um dos maiores êxodos civis da história.

    A missão de Exupéry era prefaciar e publicar o livro nos EUA, porém não obteve sucesso. O manuscrito de Werth acabou sumido por mais de 50 anos. Seu prefácio acabou publicado como um ensaio autônomo, com o título Carta a um refém (inicialmente Carta a Léon Werth).

 Em 1992, Viviane Hamy (Editora francesa, fundada em 1990, pela própria Viviane Hamy) encontrou e publicou o manuscrito desaparecido. Em 2002 foi produzida uma edição de estudante, e 33 dias se tornou parte do programa nas escolas secundárias francesas. Hamy foi responsável pela redescoberta das obras de Werth, republicando alguns de seus livros entre os anos 90 e 2000. 33 dias foi finalmente publicado em inglês em 2015 em uma nova tradução por Austin Denis Johnston, com o prefácio de Antoine de Saint-Exupéry.

 


Agora vocês já sabem quem foi esse grande amigo do autor do pequeno Príncipe que recebeu a dedicatória mais linda de todos os tempos!

 


Vejam algumas fotos:

 


 


 Fontes:

 


http://littleprince.8m.com/werth.html


 


http://www.zeperri.org/saint-exupery/os-amigos/


 


http://jewishbookworld.org/2015/05/33-days-a-memoir-by-leon-werth/

 

 

Espero que tenham gostado de saber mais sobre o melhor amigo do autor do nosso querido principezinho!

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Beijos estrelados

 Até a próxima!